Porto Alegre, Primavera de 2010
Calem-se os meus sonhos; silêncio!
Eu me inspiro demais
Eu me inspiro demais
Ouço a voz de outros mundos
Fantasias reais
Eu pensei que pudesse ir
Muito além do que eu vejo
E queria enxergar lá no fundo
Além desse mundo
Pagar pra ver
E não sei onde vou parar assim.
Calem-se os delírios e medos!
Eu transpiro demais
Devaneios profundos
Histeria e paz
E nem sei se estou mesmo aqui
Ou se é só um tormento
E queria enxergar no escuro
Além desse muro
Que ninguém vê
E bem sei que não vou conseguir.
E pensei que pudesse ir
Muito além dos segredos
E queria prever o futuro
E além disso de tudo:
Me perder

Léo,
ResponderExcluirQue delícia de ler e reler..
gostei mesmo..
abraço.
Oi moço, boa noite!
ResponderExcluirVc tem uma verve intensa e certeira, natural dos poetas e bons escritores. E isso muito me agrada.
Escrever não é um processo de empilhar palavras, precisa de algo mais para prender o leitor.
Precisa de criatividade, inteligência, uma boa dose de ousadia misturada à originalidade. Sobretudo conseguir uma catarse como estes versos.
Tenho lido teus mini contos, mas falta reler para um comentário mais a fundo.
Continue, teu estilo promete!
abraços da LU
Ah meu guri, amado... então crês que só tu enxergas esse muro??? Alucinação de "quem bem sabe"...quem é esse que sabe? O eu/ego ou o isso/id? Quem afinalporta essa voz... fala?!
ResponderExcluirBeijuuss n.c.
Rê
Os sonhos não conseguem silenciar nunca, pois quando tentamos amarrá-los eles transmudam-se e evaporam deixando-nos atônitos com a rapidez, só para logo depois materializarem-se novamente diante dos nossos olhos. Um bj querido amigo
ResponderExcluirÀs vezes esses tantos sonhos, fazem com que se queira um pouco de calmaria em meio a devaneios e fantasias.Você sempre explora a vida, assim sempre estamos vivendo e indo além até mais do que podemos, mais sempre indo...
ResponderExcluirGostei dos versos pois revelam algo que é tão sentido por nós!
Você sempre escrevendo bem =D
Boa Tarde!
Tanta intensidade só podia dar nisso: poesia!
ResponderExcluirGostei muito, Léo!
Abraço.
Encantas em qualquer tipo de gênero literário. Lindia poesia! abraços,chica
ResponderExcluirOlá Léo!
ResponderExcluirÉ delicioso te ler, dá pra viajar na tua escrita...
Bjs e agradecida pela visita
Mila
In Quieta disse...
ResponderExcluir"Eu bem sei que não vou conseguir" poderia bem ser substituida por "Eu vou continuar num tentar incessante"...
Mas o poema é lindo mesmo assim, embora eu não esteja dizendo novidade alguma.
Abraços!
Impossível calar os sonhos!
ResponderExcluirbjs
Leo,
ResponderExcluirEu gosto muito de passear por aqui, sua poesia sempre me toca e faz pensar.
Beijos
Denisw
"E queria enxergar no escuro
ResponderExcluirAlém desse muro
Que ninguém vê
E bem sei que não vou conseguir."
Você já conseguiu.
Um beijo
Denise
"Pularei para o outro lado do muro
ResponderExcluire de lá trarei as respostas mais profundas
dos pesadelos, dos devaneios e dos absurdos!"
Te acenarei dizendo: a estrada vai além do que se vê!
Abraços!
Amigo poeta, mais uma poesia maravilhosa.
ResponderExcluirBom Domingo e uma excelente semana.
Beijinhos
Maria
Mais pontes não é mesmo?
ResponderExcluirBeijão Léo...
Não adianta meio Paraná... kkk eu queria só um que não quer! ;)
eita que eu descobri foi um lugar lindo pra ficar feliz.
ResponderExcluirobrigada por me dar esse privilégio.
Que Caminho Enigmatico essa Imagem Mostra...
ResponderExcluirO Branco da Estrada é como se Fosse um Dedo Apontando para o Desconhecido.
Faz jus a Tua Escrita.
Li Também alguns Contos de sua Autoria.
e Gostei Muito.
Voce tem Bala na Agulha !
Um Abraço !
Halu pessoa!
ResponderExcluirObrigadoo por comentar meu blog... Sabe.. é estranho como nosso corpo reagi a determinadas situações... e intrigante a forma como isso chega até as pessoas. Acho que estou fazendo as pazes com meu eu, mesmo assim obrigada pela ajuda!
Um forte abraço..
beeeijOdalua!
Estou impressionada, vc é pura emoção!
ResponderExcluirAdoro essa impaciência típica de quem não quer apenas o óbvio, pois enxerga mais além...
Beijos
Léo,
ResponderExcluirLi duas vezes, bem devagar. Teu poema, a minha cara. Eu quero esse silêncio e me perder...
Incrível, só fui conhecer Porto Alegre agora que deixei o meu Brasil para trás. Eu não conhecia ninguém daí, mas os Blogs apresentaram-me vários, e todos carregados de sentimentos, vocês gaúchos ardem na poesia.
Belíssimo o poema e eu gostaria de postá-lo em minha página. Vou fazer uma pequena pausa, quando eu voltar, se você permitir...
E essa fotografia? É tua?
Enorme prazer ter passado aqui. Prazer em conhecer você!
Suzana/LILY (é uma só, viu?)
P.S.: vou acompanhá-lo, não quero perdê-lo de vista.