Porto Alegre, Verão de 2011.
Professoras, definitivamente, não me atraem. Nada contra quem goste, mas é que, sejamos sinceros, todo mundo sabe que professoras não têm sensualidade. Disse-me certa vez o grande filósofo amador, F. Dionízio, meu amigo: “- Noventa e nove por cento das professoras não são sexy, no entanto, muitas escondem no âmago uma ninfomania radical.” Como não senti vontade de conferir as palavras do meu camarada, tratei de ir, primeiramente, recusando o convite para jantar que uma vizinha professora me fez, dia desses. Porém, após uma insistência chata, aceitei, a contragosto. - Ai, que bom, amigo! disse-me num timbre de voz que considero, sinceramente, irritante, como se falasse com alguma criança ou com outra professora. Amigo! que amigo que nada. O que me me entedia é a tal da meiguice: - Ai, que bom, amigo! “Que maçada”, diria Fernando Pessoa. No apartamento dela, eu, logo de cara, quis dar meia volta e ir-me socar num bar onde houvesse bêbados e mesas de sinuca, pelo amor de Deus, a mulher estava de saia comprida, cabelo amarrado e óculos na cara. Tenha paciência. A camisa dela, vou lhe dizer, não tenho bem certeza, mas acho que era masculina, só podia, um troço quadrado, sem corte, sem desenho. Que horror. E cada colherada daquela polenta com rúcula que ela me deu pra comer descia-me arranhando a goela, nem tanto pela ruindade da comida, mas pelo papo sem atrativos: - Trabalhar com crianças é tão recompensador, o senhor nem sabe, elas são tão carinhosas, tão sinceras, é como se... E eu lá quero saber alguma coisa sobre crianças? Já nem casei por não aturar crianças. Assim que terminei o tal rango comecei a dar pinta de que estava de saída, mas ela teimou em me servir algo para beber: - O senhor aceita um café ou chá? Nunca pude descobrir de qual tenho mais nojo, café ou chá, eu estava sendo gentil até ali, mas, café ou chá, café ou chá... - Obrigado, mas não vou aceitar, fui sincero. Então ela atacou novamente: - Uma bebidinha? Bebidinha! Bebidinha! Até bebida alcoólica pra ela tem conotação infantil. Mas, confesso que o convite de certa forma me animou, talvez ela tivesse alguma cerveja por lá - valeria a pena arriscar? Aceitei e ela me veio com uma garrafa, uma taça e um saca-rolhas, disse que não sabia abrir porque, afinal de contas, nem bebia e que eu estaria fazendo um grande favor em tomar aquele vinho que há séculos estava guardado em seu armário. Abri, servi e fiquei ali bebendo e ouvindo mais um bocado de asneiras: - Fizemos uma apresentação, o senhor tinha que ver, todas as crianças vestidinhas de felino, com narizinho pintado e tudo, vou buscar as fotos pra lhe mostrar... Ai, meu saco! Ela quer me mostrar fotos de crianças fazendo teatrinho. Não! Tudo menos isso. - Querida, não é necessário, estou sem tempo agora, vou indo. Fui já levantando. Ela se frustrou: - Mas é cedo, disse-me com cara de cachorro perdido. Resolvi então dar uma última cartada, tanto faz, ela não me interessava mesmo, que ficasse brava ou ofendida, eu não estava nem aí: - Só faltou falarmos sobre sexo né, professora? Ela imediatamente pegou a garrafa de vinho e bebeu de “gute-gute” quase a metade, depois tirou um pé de sapato e jogou no interruptor, desligando a lâmpada. Fiquei meio apavorado, não enxergava um palmo adiante dos olhos. Ela me empurrou, caí sentado no sofá. Me assustei, fiquei perdido, não sabia o que estava acontecendo, então, falei: - Minha senhora, eu acho que... Levei um golpe no pescoço que até hoje me dói e caí deitado sem uma gota de ar pra respirar. Ela havia tirado a roupa e sentado na minha cara.
Bah, guri! Vim pronta pra briga quando te vi tentando achincalhar as pobres e sofridas profissionais da educação (minhas colegas de profissão), dizendo-as desprovidas de quaisquer sensualidade, quando o final de tua história mais uma vez me surpreendeu.
ResponderExcluirAcho que o sujeito vai perceber que professoras são mulheres, heim? Nunca subestime uma mulher, esteja ela vestida como for.
Eu acho que esse cara teve um fim de noite inesquecível, muito além da dor no pescoço.
Beijo, gaúcho!
Ups! Link errado.. ai ai..
ResponderExcluirrsrsrs!
Bem-feito para ele... :)
Posso fazer um "comentariozinho" no teu "textinho"? heheheheh!
ResponderExcluirLéo. Este texto já sei de cor. Sou capaz de fazer toda a cena.
Beijo,
Jozi
O Lugar das Cores Escritas
E ela mostrou que sabe dar aulas...Lindo texto.abraços,chica
ResponderExcluirÊitcha... quêu quero o resto da estória moço!!!
ResponderExcluirNikicândo eu tava ficando xítado com ela ocê ponhô um ponto fianl... Pôw !! rsrsrsrsrs
Eu consigo tecer a continuância , mas é mai gostoso ler... rss
Valeu Léo .
P.S. Vi um coment seu num post antigo que fiz sobre karaokê do Gaucho.... Legal que gostou, pois fiquei fã tbém do cantor e baixei e ouço as musguinhas dele sempre,... !!
Abraços de ensino medio fundamental
Tatto
na verdade Léo isso só nos mostra a não ter preconceios, concorda né.. rsrs..
ResponderExcluiraliás as fantasias com professoras devem ter seu fundinho de sensualidade..
por tras dos óculos.... kkkk..
beijos querido gaúcho.
Leozinho, querido, o final da história me pareceu uma aberração da natureza... rsrsrs
ResponderExcluirUm afago nos cabelos,
Prof.Michele
PS: Eu ri, confesso.
Não reclame, tem gente q pagaria para estar do lugar dele rsrsrs.
ResponderExcluirSurpreendente, você sempre fugindo do Clichê, adoro seu blog cara.
ResponderExcluirAcho que vai aparecer um tanto de professora por aqui pra brigar um pouquinho com vc Léo, pelo início do texto! (Eu já sou a segunda, veja!!!) ahahaha
ResponderExcluirNunca subestime o que uma professora esconde debaixo dos óculos e saias.
Beijo carinhoso querido. =*
Isso é que didática!!!
ResponderExcluirBeijuuss n.c.
Olá.
ResponderExcluirOlhe sou professora e sinti-me ofendida em nome da classe.Antes de sermos profissionais, somos mulheres, com charme, femininidade,sensualidade e um boa dose de inteligência, o que deve tê-lo faltado nesse infeliz momento de inspiração.
Se é que posso chamar isso de inspiração.
Um abraço com muito charme para você.
Olá
ResponderExcluirSou professora e senti-me ofendida em nome da classe.Antes de sermos professoras somos mulheres, com femininidade,charme sensualidade e um certa dose de inteligencia,o que deve tê-lo faltado nesse infeliz momento de inspiração.
Se é que posso charmar isso de inspiração.
Um abraço com muito carme.
rsrsrs...é que mulheres, professoras ou nao, adoram um desafio! ;)
ResponderExcluir*Obrigada pela visita e elogio ao meu texto/blog, bom sentir que agrado a quem tb me agrada pelo que escreve! :)
Bom conhecer seus escritos!
ResponderExcluirQuerido, tem selinho pra ti!
ResponderExcluirPassa lá no meu cantinho!
Beijos meus.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirBem, Léo, nada como agitar as águas... :)
ResponderExcluirAbraço
tua narrativa apresenta um ritmo que conduz o leitor por ela. está maravilhosa! parabéns, guri.
ResponderExcluirabraços.
Maldição!! Maldito!! Infame!! ...Se fosse uma psicóloga, uma enfermeira, uma frentista, uma diarista,uma freira,mas uma professorinha, poxa vida, aí não pode, não...hahahahaha... MALDITO, MIL VEZES MALDITO!
ResponderExcluirQue turbilhão de sentimentos um autor pode causar. Muito bom!
pS.[será que ele a comeu só para deixar de exemplo?]...O Filósofo F.Dionízio faria um baita sucesso por aqui.
Beijo.
Olá!
ResponderExcluirTem selinho pra ti no meu cantinho!
Passa lá!
Beijos meus
kkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkkkkkkk
vou te pegar guri
as profes .............
profe Ana__EU
sempre fui copiada
pelas alunas
roupa,sapatos e perfumes.
bjssssssssssss
TUA PALAVRA
ResponderExcluir_____pazzzzzzzzzz
está no POST de hoje
bjsssssssssssss
Bem feito pra ele!!!
ResponderExcluirPreconceituoso! Grosseiro!
Adorei a resposta da professora a falta de tato dele! hehehehehe
Léo, provocaste um turbilhão de sentimentos em teus seguidores. Te liga, guri! Podes acabar sofrendo um ataque de normalistas. hehehehe
eheheh....
ResponderExcluirtoma que é p'a não ser maldizente.... rssss
fantástica prosa, adorei!
abraço.
Oi, guri! Hoje, passo por aqui, também, para contar que o Ferrinho anda aprontando lá no blog! Dá uma espiada pra ver a arte da vez do pestinha! Se ainda não o conhece, acho que gostarás muito dele! Ele nasceu nos pampas, sabia?
ResponderExcluirBjo
Hoje eu venho fazer um apelo:
ResponderExcluirA Região Serrana do Rio de Janeiro esta passando por calamidade devido as chuvas e precisa de doações.
Informações de como doar: http://goo.gl/Sv7w3
Abração!
LÉO, LÉO!!! Eu avisei. hehehehehe! A professorada aí metendo bronca!
ResponderExcluirO que elas deveriam saber é que não se contrata professora pela sensualidade, mas pela pela competência. E desde quando sensualidade é sinônimo de competência?
Não se ofendam, professoras!!!! Pra ver como o texto é bom! ADORO!!!
Beijo, LÉO.
Profa. Jozi
O Lugar das Cores Escritas
Olha, eu ri!
ResponderExcluirMas acho que existem sim professoras sensuais por ai.. Ah sim, muitas poxa!
Mas esse final ai, me confundiu se a história é real ou nao, por que é muito bizarro! suahsuah
Kkkkkkkkkkkkkkkkk...
ResponderExcluirNão sei de onde vc tira tanta criatividade, Léo!
Ou essas coisas acontecem mesmo? Rs.
De qualquer modo. Eu quero ser professora... Que pena! Haha...
rsrsrs...
ResponderExcluirAdorei!!!
Sempre leio seus textos esperando os finais inusitados!
e esse, foi incrível!
um abraço, e obrigada pelo elogio lá no meu blog.
*--*
professoras... sei não...
ResponderExcluiradorei o texto... tem q ter mta criatividade pra escrever um texto desses...
essa professora me lembra a miss Simpson de Serigio Sant'Anna... mto legal...
bjooo
Boa aula.
ResponderExcluirSe me quiser,.... passa lá no blog.
ResponderExcluirBjo e paz.
hiper inusitado o texto.
ResponderExcluirSe fosse a professorinha, teceria elogios e diria: nota 10.
Léo,
ResponderExcluirTerminei o texto as gargalhadas, eu gosto muito dos seus textos, mas muito mesmo. Eu acho até que já escrevi um comentário assim pra você rsrs
Um beijo
Denise
as vezes as pessoas odeiam amar mesmo
ResponderExcluirAbs!
Em defesa da classe,só posso dizer que nem todas são assim,malucas...rsss...deu azar,Léo!Ótimo texto!Bjs,
ResponderExcluirOi Léozinho, vim te beijar :)
ResponderExcluirBom Fim de Semana...
A descrição precisa, os temperamentos e humores a contrastar, a chatice presente até no ambiente do apto. da professora, tudo só faz tornar a ânsia pelo clímax que viria inda mais intensa... genial! :) Parabéns, Leonardo! Muito bom mesmo!
ResponderExcluir